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Peixes são retirados de lagos da praça Batista Campos para reduzir concentração de garças em Belém

Ação de limpeza na Batista Campos em Belém visa a migração de garças do espaço Peixes que vivem nos lagos da praça Batista Campos, em Belém, começaram...

Peixes são retirados de lagos da praça Batista Campos para reduzir concentração de garças em Belém
Peixes são retirados de lagos da praça Batista Campos para reduzir concentração de garças em Belém (Foto: Reprodução)

Ação de limpeza na Batista Campos em Belém visa a migração de garças do espaço Peixes que vivem nos lagos da praça Batista Campos, em Belém, começaram a ser retirados na quinta-feira (6) como parte das medidas para reduzir a concentração de garças no local. Segundo a prefeitura, a oferta de alimento estaria contribuindo para o aumento da população das aves, que têm sido alvo de preocupação após registros frequentes de animais doentes e mortos nos últimos meses. Segundo a Prefeitura de Belém, a ação prevê a retirada de espécies como pirarucu e tambaqui que vivem nos lagos. O município afirma que os peixes são uma das principais fontes de alimentação das garças no local e que a redução da oferta de alimento busca estimular a migração das aves para outros ambientes. Mortes frequentes de garças na praça Batista Campos preocupam moradores e comerciantes em Belém De acordo com o município, a disponibilidade de alimento estaria contribuindo para o aumento da concentração de garças e para um desequilíbrio no ecossistema da praça. A prefeitura também relaciona a grande concentração das aves à possibilidade de proliferação de doenças entre os animais e afirma que a situação pode representar risco aos frequentadores. Mortes de garças preocupam há meses A situação das garças na praça Batista Campos é alvo de reclamações há pelo menos dois meses. Em reportagem publicada pelo g1 em 3 de junho, moradores, comerciantes e frequentadores relataram mortes frequentes de aves, presença de animais doentes, acúmulo de fezes e forte odor em diferentes pontos da praça. Na época, o biólogo Basílio Guerreiro defendeu a realização de exames e estudos para identificar as causas das mortes e afirmou que a frequência dos registros exigia investigação técnica. Também em junho, a Prefeitura de Belém informou ao g1 que as garças são animais de vida livre e afirmou que a responsabilidade do município se restringia aos animais mantidos em cativeiro. No mês seguinte, após as denúncias, a gestão municipal iniciou uma força-tarefa na praça. Entre as medidas adotadas estavam a lavagem diária do espaço e ações de educação ambiental para orientar comerciantes e frequentadores sobre como proceder ao encontrar aves feridas ou mortas. Na ocasião, a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, informou que a presença de árvores de grande porte e a proliferação de tilápias nos lagos favoreciam a concentração das garças. A retirada dos peixes já estava prevista no plano emergencial anunciado pela prefeitura e começou a ser executada nesta semana. Em julho, a prefeitura também informou que animais feridos receberiam atendimento e que as aves encontradas mortas seriam retiradas do local. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) havia informado ao g1, em junho, que não existiam, naquele momento, estudos ou ações de manejo em andamento para a população de garças da praça Batista Campos. Segundo o órgão, qualquer intervenção sobre as aves depende de diagnóstico técnico elaborado por profissionais habilitados e apresentado pelo município ao órgão ambiental competente. Animais doentes e mortos são avistados com frequência por quem passa pela praça Batista Campos, em Belém. Reprodução / TV Liberal ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.