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'A Venezuela ama Trump': presidente norte-americano sugere país como 51º estado dos EUA

O presidente Donald Trump caminha para falar com repórteres enquanto se prepara para embarcar no helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca, na sext...

'A Venezuela ama Trump': presidente norte-americano sugere país como 51º estado dos EUA
'A Venezuela ama Trump': presidente norte-americano sugere país como 51º estado dos EUA (Foto: Reprodução)

O presidente Donald Trump caminha para falar com repórteres enquanto se prepara para embarcar no helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca, na sexta-feira, 1º de maio de 2026, em Washington Mark Schiefelbein / AP Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira (11), mais uma vez, que um país pode se tornar o 51º estado dos EUA — desta vez, a Venezuela. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, o presidente norte-americano estaria “considerando seriamente” a possibilidade. “A Venezuela ama Trump”, teria dito o presidente norte-americano. Ainda de acordo com a Fox News, o republicano teria citado as reservas de petróleo do país latino-americano, avaliadas em US$ 40 trilhões, como o principal fator por trás da ideia. Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, funcionários da Casa Branca têm viajado constantemente entre os Estados Unidos e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração, ao mesmo tempo em que tentam estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez. “A Venezuela é um país muito feliz neste momento”, também disse Trump à jornalista Sharyl Attkisson, do programa Full Measure, em entrevista exibida em 10 de maio. “Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado”, afirmou. “A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu.” Vídeos em alta no g1 Os “novos” 51º estados de Donald Trump Desde que retornou à Casa Branca, Trump já deu diversas declarações expansionistas envolvendo territórios estrangeiros. O Canadá foi um dos primeiros a receber a “oferta”. Em maio do ano passado, o republicano afirmou que os canadenses poderiam ter acesso gratuito ao sistema antimíssil “Domo de Ouro”, mas sob uma condição: o país teria de se tornar o 51º estado norte-americano. Segundo Trump, caso o Canadá continuasse independente, teria de pagar US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema. “Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte do nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, publicou Trump em sua rede social, a Truth Social. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido 51º estado. Estão considerando a oferta!”, acrescentou. Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra reunião com líderes europeus e mapa com Groenlândia, Canadá e Venezuela com bandeira dos EUA. Reprodução/Donald Trump no Truth Social Ainda na toada do Domo de Ouro, Trump também pressionou a Otan a apoiar seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em uma publicação, o republicano afirmou que a ilha é “vital” para a construção do escudo antimíssil. “Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, Rússia ou China o farão — e isso não vai acontecer!”, escreveu. Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra ele fincando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia. Reprodução/Donald Trump no Truth Social Por fim, outro país que chegou a entrar na mira de Trump foi Cuba. Em março deste ano, o presidente afirmou que seria uma “honra” para ele “tomar Cuba”. A declaração foi mais um capítulo da escalada de pressão dos norte-americanos sobre a ilha comunista, que enfrentava uma forte crise energética. Diante desse cenário, o governo cubano se viu forçado a iniciar negociações com os Estados Unidos. Cuba está entre os alvos de Trump desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Na época, ele reverteu a política de abertura adotada por Barack Obama e endureceu sanções contra a ilha.