cover
Tocando Agora:

Governo do Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional; cerca de 3 mil seguem desaparecidos

JN direto do Nepal: enviados especiais mostram regiões devastadas por avalanche O governo do Nepal voltou atrás e passou a aceitar ajuda da comunidade interna...

Governo do Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional; cerca de 3 mil seguem desaparecidos
Governo do Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional; cerca de 3 mil seguem desaparecidos (Foto: Reprodução)

JN direto do Nepal: enviados especiais mostram regiões devastadas por avalanche O governo do Nepal voltou atrás e passou a aceitar ajuda da comunidade internacional para reforçar as operações de busca e salvamento após as enchentes provocadas pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia. A mudança ocorreu horas depois de as autoridades anunciarem que conseguiriam conduzir sozinhas os resgates. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto isso, cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas entre Nepal e China, segundo as autoridades. São 2.426 desaparecidos em território nepalês e 556 no lado chinês, entre moradores, turistas, peregrinos e trabalhadores de obras de hidrelétricas. ➡️ O governo informou que equipes especializadas da Índia já participam das buscas, enquanto outro grupo de resgate é aguardado da China. As operações seguem concentradas na retirada de sobreviventes isolados e na tentativa de alcançar um túnel de uma usina hidrelétrica onde cerca de 100 pessoas permanecem presas. Número de mortos sobe para 675 no Nepal O balanço mais recente divulgado neste sábado (29) aponta que 675 pessoas morreram no Nepal em decorrência das enchentes. Na China, outras sete mortes foram registradas, elevando para 682 o número total de vítimas da tragédia. Segundo autoridades nepalesas, as equipes continuam encontrando corpos nas áreas devastadas, e o número de mortos pode aumentar à medida que as buscas avançam. O desastre começou na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira lançou uma grande quantidade de gelo, rochas, lama e detritos sobre os rios da região de fronteira entre Nepal e China, destruindo vilarejos, pontes, estradas, escolas, hospitais e usinas hidrelétricas. Sobreviventes aguardam resgate Na cidade de Bidur, a cerca de duas horas de Katmandu, centenas de moradores seguem à espera de helicópteros para retornar às comunidades atingidas. Uma base militar foi transformada em centro de atendimento aos sobreviventes resgatados por via aérea. As aeronaves têm priorizado a retirada de pessoas que ainda permanecem isoladas, enquanto familiares buscam informações sobre desaparecidos. As autoridades também começaram a reabrir algumas estradas para permitir a retirada de moradores por terra, diante da limitação do número de helicópteros disponíveis. Reconstrução deve custar bilhões de dólares O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, afirmou que, embora a prioridade seja salvar vidas, o Nepal precisará de apoio internacional para reconstruir as áreas destruídas. O ministro das Finanças estima que a reconstrução custará entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões, na cotação atual). Segundo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, aproximadamente 93 mil pessoas foram afetadas pela tragédia. *Com informações da agência Reuters, AFP e RFI Nesta fotografia divulgada pela agência de notícias Xinhua, uma imagem de drone mostra uma área afetada por inundações na quinta-feira, 27 de agosto de 2026, em Nuwakot, Nepal Sulav Shrestha/Xinhua via AP