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Zanin diz que decisão do plenário que manteve Couto no governo do RJ permanece válida

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio Rafael Oliveira/TJRJ O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federa...

Zanin diz que decisão do plenário que manteve Couto no governo do RJ permanece válida
Zanin diz que decisão do plenário que manteve Couto no governo do RJ permanece válida (Foto: Reprodução)

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio Rafael Oliveira/TJRJ O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que o cargo de governador do Rio de Janeiro deve seguir com Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado. A decisão se deu a partir de pedido ao ministro feito pelo PSD, partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, pré-candidato a governador nas eleições de outubro. Na ação, o PSD pedia que Zanin confirmasse decisão liminar do ministro, de março. A ação do PSD chegou ao Supremo após pedido feito, também ao STF, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas. Ruas pede que a Corte transfira para ele o cargo de governador. A lógica de Ruas é de que a linha sucessória no Estado seria: na ausência do governador eleito, assume o presidente da Alesp e, na falta do presidente da Alesp, assume o presidente do TJ-RJ. Porém, quando o posto do então governador Cláudio Castro (PL) ficou vago, o de presidente da Alesp também estava vago. Por isso, o cargo foi para o presidente do TJ. O pedido de Ruas ainda não foi analisado pelo STF. Decisão do STF se mantém, diz Zanin Na decisão desta sexta-feira sobre a ação do PSD, Zanin diz que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj poderá apenas produzir efeitos na Casa Legislativa, mas não altera a decisão do plenário do Supremo. O ministro afirma que não precisaria proferir nova decisão além da de março, pois a permanência de Couto no governo do Rio de Janeiro já foi determinada pelo plenário do STF e permanece válida. Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Assembleia entrou com ação no Supremo pedindo que o cargo de governador fosse transferido de Ricardo Couto para Douglas Ruas. Crise institucional no RJ O Estado do Rio de Janeiro vive uma crise institucional após a cassação do mandato do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e a saída do ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou às vésperas de ser cassado e ficou inelegível por 8 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após a renúncia de Castro, o presidente da Alerj deveria ser o próximo a assumir o governo porque o RJ já estava sem vice-governador desde maio de 2025. Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Com a dupla vacância no Executivo, o STF passou a analisar como deve ser feita a escolha do novo governador — se por eleição direta ou indireta — e determinou, em decisão liminar, que o comando do estado ficasse provisoriamente com o presidente do Tribunal de Justiça. A decisão final sobre o formato da eleição (direta x indireta) foi interrompida após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino. O placar estava em 4 a 1 por eleições indiretas.